Paraty / RJ: roteiro de fim de semana com parada em São Luiz do Paraitinga / SP

Sempre sonhei em conhecer Paraty. Quando eu era criança, antes de começarem os filmes nas fitas cassete, sempre passava um trailer e, antes do trailer, uma propaganda da Pousada do Sandy, com imagens lindas de Paraty. Eu falava que sonhava em conhecer aquele lugar e ficar hospedada naquela pousada.

O tempo passou e, durante a minha adolescência, descobri o prazer de ler as aventuras do Amyr Klink. Ele sempre falava de Paraty com tanto carinho… Puts! Preciso muito conhecer esse lugar.

Quase seis anos depois de chegar a São Paulo, finalmente decidi que não podia mais adiar essa viagem. Dá pra ir de carro, a cidade está ali, ao lado de Ubatuba. Não tinha como arranjar mais desculpa. Era hora de Paraty!

Passeio de barco. Bela vista de Paraty.
Passeio de barco. Bela vista de Paraty.

Quando falei para a minha mãe que ia a Paraty, ela enlouqueceu e falou que também queria ir. Ela e meu pai vieram de João Pessoa/Paraíba, para matar a saudade e também para conhecer essa preciosidade do litoral fluminense.

Distância / como chegar

Quando for pesquisar o caminho para ir de São Paulo a Paraty, o Google Maps ou o GPS vão apontar como melhor opção de trajeto algo que inclua a estrada Cunha-Paraty, que, pelo menos por enquanto, não é uma boa opção. Essa estrada está em obras e, a não ser que você queira de aventurar em um circuito off-road bem arriscado, não pegue esse caminho. Só para ter uma ideia de como a situação da estrada é delicada, vejam este link. Alguns falam que a estrada estará pronta em 2015.  Se a sua viagem for depois disso, vale buscar saber se eles conseguiram cumprir o prazo e se a estrada já está em ordem.

Saímos de São Paulo e pegamos a Rodovia Ayrton Senna / Carvalho Pinto até Taubaté. De lá, fomos para São Luiz do Paraitinga e fizemos uma paradinha para dormir e conhecer a cidade no outro dia cedinho. Para quem não quer fazer a parada, é só continuar pela Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba e, de lá, pegar para a esquerda no sentido Paraty / Rio de Janeiro.

Optamos pela parada estratégica em São Luiz do Paraitinga porque o voo dos meus pais só chegava às 20 horas em Guarulhos e, de lá do aeroporto, partiríamos direto para a estrada. Se fôssemos direto para Paraty, chegaríamos depois de meia-noite, bem cansados. Se deixássemos para pegar a estrada só no dia seguinte pela manhã, perderíamos a manhã inteira na estrada. A paradinha em São Luiz foi super bacana, pois, além de a cidade ser um charme, ficamos em uma pousada bem agradável com uma vista linda e dividimos o tempo de estrada, o que tornou o passeio bem menos cansativo para quem vai com uma criança de dois anos e um idoso no carro.

No final, nosso roteiro de fim de semana ficou assim:

  • Quinta à noite: pegamos a estrada rumo a São Luiz do Paraitinga. Dormimos lá.
  • Sexta: pela manhã, passeamos pelo Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga e seguimos rumo a Paraty. Almoçamos no Centro Histórico de Paraty e passamos a tarde por lá. À noite, meus pais fizeram um passeio rápido a uma feirinha que estava acontecendo próxima ao Centro Histórico, por causa da Festa da Padroeira da cidade. Nós ficamos na pousada fazendo algo que não fazíamos há muito tempo: dormindo!
  • Sábado: Fizemos o passeio de barco pelas ilhas. Almoçamos na Praia Vermelha. À noite, passeamos e jantamos no Centro Histórico.
  • Domingo: Descansamos e curtimos a pousada. Almoçamos no restaurante Café do Canal (http://cafedocanal.com/portal/), que fica na esquina do hotel. Depois do almoço, pegamos a estrada de volta para São Paulo.

Pousada em São Luiz do Paraitinga + passeio pelo Centro Histórico

Eu já conhecia São Luiz do Paraitinga e tinha muita vontade de levar a minha família para conhecê-la. A cidadezinha histórica, localizada na região do Vale do Paraíba e mais conhecida pelo animadíssimo Carnaval das marchinhas, também tem um rico patrimônio arquitetônico e abriga um dos núcleos do Parque Estadual da Serra do Mar.

O núcleo Santa Virgínia possui muitas opções de trilhas, sendo que uma delas inclui uma descida de rafting pelo rio Paraibuna. Eu já fiz e recomendo demais, mas é um passeio para ser feito com crianças mais velhas. Como no meu grupo tinha uma criança de dois anos e um adulto com mobilidade reduzida, esse passeio terá que ficar para uma próxima oportunidade, daqui a alguns anos. Para quem ficou interessado em conhecer o Parque, os telefones para informação são (12) 3671-9159 / (12) 3671-9266 / (12) 3833-1230 e ele fica aberto para visitação de terça a domingo, das 8h às 17h. É recomendável entrar em contato com antecedência para agendar o passeio com monitores ambientais credenciados.

Para dormir, escolhemos a Pousada Araucária, que fica a 600 metros da cidade, fez um preço bom no apartamento quádruplo e tem quartos acessíveis. A pousada é um charme. Encravada no meio da mata, com uma vista deslumbrante e um espaço bem amplo e atraente para as crianças. A Bela ficou encantada com os coelhinhos e o cachorro que circulam pelo espaço. Eles têm piscina, um pequeno salão para jogos com vitrola e discos antigos e sinal de wi-fi.

O quarto era simples, mas limpo, com uma cama de casal e duas camas de solteiro (beliche), frigobar e televisão. A Bela nunca tinha visto um beliche na vida e ficou animadíssima com a ideia de dormir no alto. Foi difícil convencê-la a descer de lá e dormir com a mamãe e o papai na cama baixa.

O café da manhã era simples, mas suficiente, com frutas, bolo, pães, queijos, sucos, café e leite. Tivemos a impressão de que éramos os únicos hóspedes, pois a pousada estava bem tranquila e era um dia de semana.

Uma dica importante sobre a cidade: em dias de semana os restaurantes fecham cedo (antes das 22h), o que é uma pena, pois queríamos muito conhecer o restaurante Sol Nascente, com excelentes referências e indicadíssimo pelos amigos de São Paulo. É um restaurante simples, com estilo mais caseiro, mas falam que a comida é ótima, o cardápio é criativo e a proprietária é uma delícia de pessoa. Como chegaríamos à cidade só após as 22h e sairíamos no dia seguinte pela manhã, tivemos que deixar o Sol Nascente para uma próxima oportunidade. Já que não teria nada aberto em São Luiz, comemos na estrada antes de chagar lá, no Frango Assado mesmo.

Pernoitamos na pousada, tomamos café da manhã, fizemos check-out e partimos para o centro da cidade. Lá fizemos um passeio pela parte histórica, tomamos um sorvete e fizemos umas comprinhas em uma das lojinhas da praça.

Foi muito legal a ideia de fazer essa parada no Vale do Paraíba, pois a partir dali, só mais uma horinha de estrada nos separava de Paraty. Seguimos então, rumo à Rodovia Oswaldo Cruz, com suas curvas e vista de tirar o fôlego. É preciso ter cuidado redobrado naquele trecho, pois é uma via de mão dupla, sem acostamento e com curvas beeeem fechadas.

Pousada em Paraty

Na hora de escolher o local de hospedagem em Paraty, pensei (é claro) na Pousada do Sandy, que aparecia nas fitas cassete da minha infância. Primeiro impacto: “Nossa! Como é cara! Esquece!”. Mas meu marido falou “Imagina! Você sonha com isso desde criança. Vamos ficar na pousada do Sandy, sim”. Mas quando recebemos o voucher de confirmação, uma notícia me desanimou: eles não têm mais piscina! Gente! A piscina que aparecia no trailer não existe mais. Fiquei deprimida. Enfim concordamos que a diária era realmente muito cara para uma pousada com pouca estrutura para crianças e sem piscina.

Decidi pesquisar as outras opções de hospedagem e um aspecto era bastante importante pra gente: a questão da acessibilidade. O meu pai tem mobilidade reduzida. Não pode subir grandes lances de escada, nem caminhar longas distâncias.

Nas minhas pesquisas, tive a imensa felicidade de encontrar a sugestão da Pousada Villas de Paraty no blog Viajando com Pimpolhos. Liguei para perguntar sobre a acessibilidade e a pessoa que me atendeu foi super gentil e falou que podíamos ficar tranquilos quanto a isso.

Descobri que a Associação Paulista de Medicina (APM) tem um convênio com a pousada e tivemos um desconto de 20% em cima do valor da diária. Basta dizer que o valor das duas diárias para os dois apartamentos ficou bem mais barata que uma só diária para casal na Pousada do Sandy. Perfeito! Fechamos com eles.

Eu não poderia ter ficado mais feliz com a nossa escolha. A Pousada Villas de Paraty é uma graça e é super kids friendly. Tem piscina infantil e de adultos, piscina aquecida e coberta, playground, salão de jogos, brinquedoteca, berço, copinha infantil, cadeirões… É muito bem preparada para receber os pequenos.

Além disso, fica bem localizada. É fora do centro histórico, mas dá para chegar até lá tranquilamente caminhando (uns 10 minutos). Bem ao lado fica a Cervejaria e Chopperia Caborê, que pertence ao mesmo grupo da pousada e é uma opção boa para comer se não quiser se deslocar até o centro.

O café da manhã é farto, com diversas opções de pães, bolos, frios, frutas, sucos, café e leite.

O apartamento era simples, mas confortável, com ar condicionado, televisão, cofre individual e frigobar. Ficamos no apartamento com varanda e rede. Meus pais ficaram em um apartamento igual ao nosso, bem ao lado. As varandas tinham uma porta de comunicação que transformava nossos terraços em “conjugados”. A Bela adorava circular livremente entre os dois quartos.

Centro Histórico de Paraty

Passear pelo Centro Histórico de Paraty é uma delícia (ok, as ruas com calçamento irregular são um desafio, mas vá de tênis, caminhe pelo meio da rua e aproveite!). O espaço é cheio de lojinhas, galerias de arte, restaurantes, cafés, sorveterias… Cada cantinho mais charmoso que outro. Pela manhã, restaurantes e algumas lojinhas ficam abertos. À noite, a coisa toda ganha ainda mais vida! Dá para ficar horas circulando por lá.

Se estiver sem disposição para caminhar muito, pegue um passeio guiado de charrete e conheça os principais pontos turísticos do centro histórico. Custa em torno de 15 reais por pessoa.

Passeio de charrete no Centro Histórico de Paraty
Passeio de charrete no Centro Histórico de Paraty

Uma boa dica de programa com crianças é o Teatro de Bonecos do Grupo Contadores de Estórias. Infelizmente não deu tempo para irmos, mas ouvi ótimas recomendações de lá.

Se quiser uma opção de sobremesa em conta e que seja a cara da cidade, compre bolo em um dos carrinhos iluminados no centro histórico. O mais famoso é o de aipim (como é conhecida no Rio de Janeiro a mandioca / macaxeira).

Passeio de barco pelas ilhas

Existem várias escunas que oferecem passeio de barco pelas ilhas, mas a nossa dica é pegar um barco só para você e sua família. Chegando ao cais, vários barcos de pescadores oferecem passeios. O legal é que você pode escolher as ilhas que deseja visitar e determinar quanto tempo deseja ficar em cada local. Chegou a um determinado ponto e não gostou? Peça para ir para outro lugar. Simples assim. Na escuna, você só poderia fazer o passeio pré-determinado no pacote. Outra vantagem de um barco exclusivo para a sua família é que quando a escuna chega às ilhas, um montão de gente desce e lota as praias, ilhas e barracas. Chegando só a sua turma, fica muito mais tranquilo e você pode pedir para ser levado para comer em algum lugar mais tranquilo, sem muita muvuca. Os barcos menores custavam R$ 150 por 6 horas. Os barcos maiores (com capacidade para algo em torno de 30 pessoas) custavam R$ 300 por 6 horas.  Como meus pais tinham algum trauma de uma viagem que fizeram comigo e com a minha irmã ainda crianças pela Bahia (o mar estava tão violento, que a escuna balançava e as ondas lavavam tudo dentro da embarcação), escolhemos o barco maior, mais estável e bem confortável. O barco tem banheiro, som ambiente, isopor com gelo (fomos orientados a comprar bebidas no cais e guardar lá), serviço de bar, snorkel, ducha de água doce, e várias áreas para deitar e sentar, com um montão de almofadas.

O barco passou pela Ilha Comprida, Praia Vermelha, Praia da Lula, Praia do Jurumirim (onde fica a casa do Amyr Klink), entre outras ilhotas e praias. Almoçamos no quioeque BambuBar, na Praia Vermelha. Comida simples, bem caseira. Pedimos peixe e anéis lula e estava tudo saboroso.

O passeio de barco é delicioso e divertidíssimo para fazer com crianças. Ah! A água do mar é gelada, principalmente para quem está acostumado com as águas quentinhas do nordeste, mas, ainda assim, vale o mergulho refrescante. A Bela amou!

Onde comer em Paraty

Deixamos aqui algumas opções de restaurantes com boas indicações:

No Centro Histórico: Banana da Terra, Bartholomeu, Pippo (na Pousada do Sandy).

Na praia: Quiosque Cheiro de Camarão (mais conhecido como quiosque da Márcia, na Barra do Corumbê).

Em Paraty, mas fora do Centro Histórico: Café do Canal, Cervejaria e Choperia Caborê.

Em área verde, na Estrada Paraty-Cunha: Vila Verde.

Mais algumas dicas

  • Quando a maré enche, as ruas do Centro Histórico alagam de verdade e alguns trechos ficam intransitáveis. No primeiro dia, estacionamos o nosso carro próximo ao cais e ele tomou seu primeiro banho de mar (tá certo que eram uns 10 centímetros de água do mar, mas já vale como banho, né?).
  • Falam que em alta estação e época de grandes eventos como FLIP (Festa Internacional Literária de Paraty), a cidade fica insuportavelmente lotada. Evite essas épocas e aproveite mais!
  • Embora a atmosfera em Paraty seja bem praiana e tropical, à noite pode dar uma boa esfriada (às vezes até pela manhã), então também inclua roupas quentinhas na sua bagagem. Para saber como estará a temperatura no dia da sua viagem, clique aqui .
  • Com o Praiômetro do blog Viaje na Viagem, de Ricardo Freire, você pode ver qual a previsão de chuvas para a época em que pretende visitar a cidade (esse material é super útil para a tomada de decisão na fase de planejamento da viagem e reúne a média de precipitação pluviométrica, por mês, em 42 praias do Brasil e do Caribe).
  • Em Paraty existem várias cachoeiras. Infelizmente não tivemos tempo de conhecê-las, mas se tiver interesse, dê uma olhada nesse link. No blog Viajando com Pimpolhos, há dicas de como chegar a duas delas: a do Poço das Andorinhas e a do Poço do Inglês.
  • Para quem gosta de pedalar, dá para alugar uma bike e explorar o Centro Histórico e as redondezas. Para saber mais, clique aqui.

Leia mais sobre Paraty:

 

 

 

 

Fim de semana no Hotel Villa Rossa, São Roque/SP

Vamos dar um tempinho nas dicas sobre Nova York para falar sobre um hotel bem bacana que fica pertinho de São Paulo, na cidade de São Roque: o Hotel Villa Rossa.

Fomos para lá nesse final de semana para comemorar o dia dos pais e nosso aniversário de três anos de casamento.

Quando eu digo pertinho, é porque fica perto mesmo, a cerca de 57 quilômetros da nossa casa, em São Paulo, o que dá mais ou menos uma hora de viagem (por causa do trânsito).

O hotel tem uma infraestrutura de lazer muito boa, distribuída em um espaço amplo e cercado por árvores. Piscinas aquecidas cobertas (uma grande, uma infantil e um ofurô), piscinas climatizadas em local aberto, espaço kids, playground coberto, salão de jogos, sala de jogos de mesa, lago com pedalinho e caiaque, tirolesa, paredão de escalada, equipe de monitoria de lazer, spa, sauna, etc.

Eles trabalham com o esquema de pensão completa e bebidas pagas à parte. Na diária estão incluídos café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar. Para a conveniência das famílias com bebês, eles possuem cardápio de papinhas. As refeições também podem ser feitas nos restaurantes a la carte parceiros: Cascudo (www.restaurantecascudo.com.br) e Garé da Mata (www.garedamata.com.br). Para isso, basta fazer reserva com a recepção (não testamos nenhum dos dois, ficamos apenas no Villa Rossa).

Percebemos que na região próxima ao lago está havendo uma reforma/ampliação grande. Falaram que ali será uma churrascaria. Acho que vai ficar bacana.

Área em reforma
Área em reforma

A comida do hotel é muito boa e variada. Saladas, pratos quentes, grelhados e sobremesas. Tudo muito gostoso. No chá da tarde, uma grande variedade de bolos, pãezinhos e salgados, além de sucos, chás, café, leite, achocolatado e água com essência de frutas. Tem waffle com maple syrup (ou várias outras coberturas) e omelete feito na hora no café da manhã!

As pessoas da recepção eram muito atenciosas e receptivas. Precisamos comprar remédio e eles providenciaram tudo. Ligaram para a farmácia, receberam o medicamento e colocaram as despesas na nossa conta. Tudo muito fácil e tranquilo. Eles também têm serviço de empréstimo de dvds para assistir no quarto.

O hotel é totalmente kids friendly e também adaptado para cadeirantes. Tem inúmeros cadeirões nos restaurantes e rampas e elevadores em praticamente todas as áreas comuns, então é bem tranquilo circular com carrinho de bebê.

Dá para circular de carrinho tranquilamente.
Dá para circular de carrinho tranquilamente.

Ficamos no apartamento Luxo Superior, que é super amplo, reformado, tinha varanda com vista para o jardim. Achei a decoração bem clean e de bom gosto. Colocaram um berço para a Bela. Além da cama king (duas camas de solteiro bem largas juntas), tinha uma cama com colchão embaixo, então concluo que o quarto possa ser transformado em um quádruplo com facilidade. TV a cabo, DVD player, ar-condicionado/aquecedor digital, frigobar, secador de cabelo e itens de higiene pessoal da linha Natura Ékos e sabonete de tamanho normal da Granado. Achei bem bacana, pois não tem nada mais chato que tomar banho com aqueles sabonetes pequenininhos de hotel. Pequenos detalhes que fazem a diferença.

A nossa experiência no hotel foi muito boa. Quem mora em São Paulo, sabe o quanto é importante vez ou outra ter a oportunidade de dar “uma fugida” da cidade para recuperar a energia. Embora considere a diária um pouco cara (como quase tudo aqui no estado), valeu a pena por ser uma ocasião especial.

Fim de semana em Campos do Jordão

Aproveitamos que os meus pais vieram ficar com a Bela durante as férias dela e fomos passar o fim de semana em Campos do Jordão.

A cidade fica a aproximadamente 180 km de São Paulo e a viagem dura entre duas horas e meia e três horas. Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, é um dos lugares mais frios do estado de São Paulo. Para ter uma ideia, à noite, quando estávamos passeando pelo bairro turístico do Capivari, os termômetros da rua registravam 3 graus. A propósito, o frio é um dos principais atrativos da cidade. As pessoas vão para lá entre outras motivações, em busca das baixas temperaturas. Usam roupas elegantes de inverno, tomam chocolate quente, sentam pertinho da lareira, comem fondue, fazem fila para tirar foto perto dos termômetros digitais…

Veja aqui a previsão do tempo atualizada para Campos do Jordão. 

Turistas fazem fila para fazer fotos junto dos termômetros.
Turistas fazem fila para fazer fotos junto dos termômetros.

A arquitetura das construções mais novas da cidade, voltadas para o turismo, imita casas suíças, com madeirame nas fachadas e telhado inclinado, conferindo à cidade o título de “Suíça Brasileira”.  Vale destacar que essa é apenas uma estratégia de marketing, pois a cidade não foi fundada /colonizada por suíços. A colonização de Campos do Jordão foi portuguesa e ainda existem algumas construções com as características coloniais portuguesas no antigo bairro de Jaguaribe.

Foto: Ana Paula Hirama. Flickr. https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/
Foto: Ana Paula Hirama. Flickr. https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/

Na época do inverno, a cidade, que já tem no turismo uma das principais atividades econômicas, fica completamente lotada de turistas. Empresas e lojas montam estandes, lounges e pontos de venda especiais, tudo vira uma grande festa. Além disso, ainda há o Festival Internacional de Inverno, que é considerado um dos mais importantes festivais de música clássica da América Latina. Confira aqui a programação completa do festival desse ano.

A cidade é muito bonita e bem cuidada, com serviços excelentes voltados para o turista. Hospedagem, alimentação, turismo receptivo, entretenimento… Campos do Jordão vive e respira turismo. Além de tudo, é uma cidade muito legal para quem viaja com crianças.

Quem ouve falar do lounge chiquérrimo que a Veuve Clicquot instalou em Capivari ou vê o Amaury Jr conversar com milionários que estão curtindo o inverno por lá, pode imaginar que a cidade é só para ricaços. Nada disso. Campos do Jordão tem opções para todos os gostos e bolsos. É bem verdade que é muito mais caro viajar para lá em alta estação (principalmente julho), mas, mesmo nesse período, dá para “passar bem” por lá pagando preços mais justos.

Dica: se puder ir em dia de semana, você vai pagar bem mais barato pela hospedagem e a cidade estará mais tranquila. Eu não posso, pois trabalho de segunda a sexta.

Vou listar aqui alguns passeios que fizemos e outros que não fizemos, mas gostaríamos de ter feito e que são legais para quem vai à cidade com crianças.

Parque Estadual de Campos do Jordão / Horto Florestal

O Parque Estadual de Campos do Jordão, mais conhecido pelos turistas como Horto Florestal, fica um pouco mais afastado da cidade, mas vale muito o passeio. Para mim, é um dos lugares mais especiais de Campos do Jordão.

Parque Estadual de Campos do Jordão
Parque Estadual de Campos do Jordão

A entrada custa R$ 6,50 por pessoa. Crianças com menos de 8 anos e maiores de 60 anos não pagam. Estudante paga meia entrada.

No parque tem arborismo, tirolesa, aluguel de bicicletas, trilhas que levam a cachoeiras, passeio de trenzinho, café, lojinhas e restaurante super agradável, com comida gostosa e bons preços.

Para mim, um dos passeios mais legais de lá é a Trilha da Cachoeira, que pode ser percorrida de bicicleta. A trilha é larga, com pouco desnível e é considerada de nível fácil a médio. O passeio leva mais ou menos uma hora e é uma delícia. Já fiz esse passeio uma vez, quando passei uma semana trabalhando no parque. Dessa vez não deu, pois a Bela ainda é muito pequenininha e a agência que aluga as bikes fala que não é permitido levar crianças dessa idade. Se seus filhos já são grandinhos, não deixe de viver essa aventura pedalando junto com eles. A trilha também pode ser percorrida a pé.

Trilha da Cachoeira
Trilha da Cachoeira

A agência responsável pelas atividades de aventura no parque é a Zoom Aventura.

Tarundu

O Tarundu é um complexo de lazer onde o visitante pode passar o dia inteiro se divertindo junto com a família. São mais de 30 atividades em contato com a natureza, distribuídas em 500.000 m2.

No Tarundu, muitas atividades para crianças
No Tarundu, muitas atividades para crianças

Tirolesa, arborismo, escalada, patinação no gelo, passeios a cavalo, pônei, paintball, arco e flecha, entre muitas outras atividades.

A entrada no Tarundu custa R$ 5,50 por pessoa. As atividades podem ser pagas individualmente ou o visitante pode optar por passaportes que podem ser individuais ou compartilhados.

Bela e a vovó curtindo o Tarundu
Bela e a vovó curtindo o Tarundu

Como a Bela tem dois anos e ainda não pode aproveitar muitas das atrações, optamos por pagar pelos passeios individualmente. Ele simplesmente AMOU passear de pônei. Ela ama pôneis. My Little Pony é o desenho preferido dela e ela não parou de dar risada em cima do bichinho. A emoção dela montada no pônei valeu a viagem!

Bela pronta para sair no pônei
Bela pronta para sair no pônei

O complexo de lazer ainda tem restaurante, fraldário e estacionamento. Vale muito a pena. Mais ainda se seus filhos já forem maiores e puderem explorar cada pedacinho daquele lugar.

Passeio em Capivari

O bairro de Capivari é o centrinho turístico de Campos do Jordão. É super badalado. As pessoas vão muito bem vestidas e querem ver e ser vistas por ali. Lojas de grife, lojas de souvenir, cafés, restaurantes, bares, baladinhas, pousadas… Tudo junto em um só espaço.

Vale passear pelas calçadas, tomar um chocolate quente, observar os showrooms que as marcas montam na época do inverno. Embora pareça tudo muito chique e caro, tem opções para todos os bolsos. É só procurar direitinho, que acha de pizza e crepe a bacalhau e paella valenciana.

O chocolate quente de lá é uma de-lí-cia! Bem cremoso e super apropriado para o clima. Recomendo o da Araucária, uma fábrica de lá da cidade.

Bela se esbaldando no chocolate quente
Bela se esbaldando no chocolate quente

Borboletário

O acesso para o Borboletário Flores que Voam fica na estradinha que leva ao Horto. Infelizmente não conseguimos fazer esse passeio, pois não deu tempo. Fica marcado para a nossa próxima visita!

No borboletário, os visitantes assistem a um vídeo de aproximadamente 12 minutos que explica sobre as fases da borboleta, sua importância para o meio ambiente, como elas são criadas e como as pessoas devem proceder durante a visita ao viveiro.

Foto: Borboletário Flores que Voam
Foto: Borboletário Flores que Voam

A visita é acompanhada por um monitor, que guia os visitantes pelo jardim e para um espaço de observação onde é possível ver a “casa de criação”.

Toriba

A visita ao Toriba também teve que ficar para a próxima viagem. É um hotel fazenda, mas o espaço kids e o restaurante também são abertos para não-hóspedes. Lá, as crianças podem interagir com animais de fazenda e curtir no playground.

Ecoparque Pesca na Montanha

Não chegamos a visitar, mas ouvimos muitas boas recomendações sobre esse atrativo. De acordo com o site deles, lá tem passeio a cavalo, banho de cachoeira, trilhas, arco e flecha, pesca de truta, pousada e restaurante. As fotos do espaço são lindas e a vontade de ir é tão grande, que colocamos na nossa lista de coisas a fazer na próxima viagem à cidade.

Passeio de Maria Fumaça

É um dos passeios mais disputados de Campos do Jordão e são poucas vagas. Vale tentar garantir o ingresso com antecedência. Clique aqui para ver mais informações. 

Confira aqui mais passeios e dicas sobre Campos do Jordão.